quarta-feira, 2 de maio de 2012

Egito Antigo

Antigo Império (3200 a.c – 2000 a.c)


Por volta de 3200 a.c, o faraó Menés, unificou o Egito, passando a capital a ser sediada em Mênfis. O antigo império representou um longo período de relativa estabilidade política, com a população participando, em massa, da construção de obras de irrigação e grandes monumentos arquitetônicos, entre eles as pirâmides no planalto de Gizé a beira do Nilo. 

Em torno de 2300 a.c, germina o período de anarquia, com diminuição das enchentes do Nilo, a fome, peste, revoltas sociais, fortalecimentos dos nomarcas, por conseguinte, disputas entre eles e com o faraó, que levou a fragmentação do poder político. A instabilidade política ampliou a crise econômica com a desorganização agrícola, que era responsabilidade do Estado. 

Médio Império (2000 a.c – 1550 a.c) 


Sob a liderança de Mentuhotep II, iniciou-se uma luta vitoriosa contra os nomarcas, e a unificação com a capital em Tebas. 

Foi um período de grande penúria popular, além disso, a fragmentação política da nobreza, durante o médio império, facilitou a penetração de povos estrangeiros, no Egito, com a chegada dos Hebreus e a invasão dos Hicsos. 

Novo Império (1580 a.c – 525 a.c) 


O longo período de dominação, política, dos Hicsos acabou por unir o Egito contra esse inimigo comum. Na cidade de Tebas, sob a liderança de Amsós I, iniciou-se uma insurreição que levou a expulsão dos invasores, Hicsos. A unidade política foi restabelecida e teve início o novo império. Na nova ordem houve o recrudescimento da escravidão do povo hebreu. 

O novo império é considerado o apogeu da civilização egípcia, com a expansão territorial, conquistando vastos territórios, chegando ao sul às terras da Núbia e a leste até a Mesopotâmia, ao dominar os fenícios. Com isso, foi intensificado o comércio com a Ásia e exploração de ouro nas terras meridionais, da África. Esses fatos fizeram o Egito abandonar seu isolamento geográfico. 

Durante o reinado de Amenófis IV, esse faraó, buscou uma profunda reforma religiosa. Ao instaurar o monoteísmo, no Egito, tendo como única divindade Aton, Deus, representado pelo círculo solar. Amenófis IV chegou a mudar seu próprio nome para Akhenaton (“aquele que adora o sol”). Com essa medida procurou coibir o poder dos sacerdotes, que ameaçavam a soberania do faraó, concomitante, reforçando a centralização política em torno de sua figura. Após seu governo o Egito voltou a ser politeísta. 

Contudo, foi no reinado de Ramsés II ( 1292 a.c – 1225 a.c) que o Egito conheceu seu auge. Através de vitórias militares contra os asiáticos, entre eles os Hititas. E com a construção de grandes obras arquitetônicas. 

Após o seu reinado, teve início o período de decadência da civilização egípcia, com lutas internas entre sacerdotes e o faraó. Devido à disputa, o Estado enfraqueceu, e em 662 a.c os Assírios invadiram e conquistaram o Egito. 

O Egito ainda voltaria a ser independente durante um breve período denominado Renascimento Saíta, em que Psamético I ( 655 a.c – 610 a.c) liderou uma sublevação contra os Assírios. No entanto, em 525 a.c, os Persas comandados por Cambises, derrotaram os egípcios na batalha de Pelusa e conquistaram definitivamente a região.

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