sexta-feira, 27 de março de 2015

Todo mundo tem direito ao acesso à justiça!

Se a injustiça é conhecida de todos no Resgate Popular e sentida na pele todos os dias, a justiça pode parecer algo distante, difícil até de ser definida. Onde buscar nossos direitos para, pelo menos, tomar conhecimento do que é justo? Quem pode usar o sistema jurídico para benefício próprio?

Para responder essas perguntas, o Resgate recebeu a visita, na quarta-feira, da defensora pública Adriana Burger e da juíza Karen Bertoncello. Reunidas com a turma Amor para um papo aberto na sala de aula, Adriana e Karen foram recebidas por alunos questionadores, que compartilharam seus sonhos pessoais e desejos de um Brasil melhor.

"Por que a justiça é frágil e as leis se contradizem?", questionou Arthur. "Como assegurar que as leis serão cumpridas?", indagaram Emily e Adriana. "Por que a pena para quem comete racismo é tão leviana?", contestou Carla. "No sistema judiciário, o rico tem mais direito que o pobre?", interrogou Kethelleen.

Glademir, aluno do Resgate, demonstrou sua vontade de transformar o sistema prisional. "Infelizmente, o juiz analisa uma pessoa pelo que está escrito, não pelo que ela é. Eu quero fazer Direito para mudar isso."

Todos foram ouvidos com olho no olho e respondidos com a franqueza de Adriana e de Karen, que reconheceram as fragilidades do sistema. "Ainda estamos buscando nossos valores. A justiça não é perfeita, é construída por nós", explicou Karen.

Conhecer nossos direitos para saber buscá-los é o primeiro passo. "Todo mundo tem direito ao acesso à justiça. Vocês são as pessoas libertadoras, que vão levar todas essas informações para a família", garantiu Adriana, que recomendou aos alunos procurar a Defensoria Pública.

Generosa, a aluna Geanara pediu que Adriana e Karen fossem a outros lugares ter a mesma conversa. Em meio às palmas de gratidão, a defensora pública se despediu: "Somos seres humanos. Precisamos de esperança e de sonhos. Vejo vocês como montes de sementes".

Logo mais, os alunos da turma Revolução também poderão conversar com a Adriana e com a Karen.


Júlia Lewgoy | Núcleo de Comunicação

Para saber mais:

Defensoria Pública
Rua Sete de Setembro, 666, Centro Histórico
(51) 3211-2233

Ministério Público
Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, Praia de Belas

(51) 3295-1100

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