terça-feira, 27 de outubro de 2015

Machistas não passarão!


“Maria foi abusada pelo padrasto.” “Mariana teve 60% do corpo queimado por causa de ciúmes.” “Joana foi estuprada por 6 homens voltando de uma festa.” É triste ter que ler essas frases? É. Mas acontece. É fato. É real. Mulheres são vítimas de violência diariamente, seja física, seja psicológica. Através de diversos recortes, o tema de redação do Enem, A Persistência da Violência Contra a Mulher na Sociedade Brasileira, fez mais de 7 milhões de pessoas refletirem sobre o assunto.

Podemos pensar nas diversas faces que estão ao nosso redor: a cultura do estupro, do machismo, do sentimento controverso de posse (do homem que acha que a mulher é de sua propriedade), as já faladas condições psicológicas e socioeconômicas de mulheres acometidas pela violência, a mídia que, muitas vezes, reproduz o medo e a intolerância. São grandes os desafios que as companheiras travam todos os dias. O feminismo não é apenas a luta por igualdade, mas sim, para que todas as mulheres entendam que a ideia, talvez vaga, de justiça, ainda pode – e deve – ser a obrigação.

Desde setembro de 2006, a Lei Maria da Penha está em vigor e se baseia em fatos acometidos por homens em decorrência da violência doméstica. Acredita-se que mesmo após da sanção do então presidente da época, Luiz Inácio Lula da Silva, a lei 11.340, o Estado ainda é alvo de críticas em relação ao cumprimento da proteção feminina. A partir desse preceito é que a luta diária não pode parar, principalmente pela liberdade. Liberdade essa de poder dizer não sem medo.

O Resgate Popular acredita que o destaque dado essa reflexão em uma prova de redação como a do ENEM é uma oportunidade de debater a importância da luta de igualdade e liberdade de gênero e de classe. Isso é uma das bases da educação popular. O Resgate Popular tem o objetivo apoiar jovens e adultos na luta por seus sonhos, sempre por meio da educação. A luta por igualdade de gênero também é nossa luta.

Patrícia Vieira | Núcleo de Comunicação
imagem: Ramiro Simch

Nenhum comentário:

Postar um comentário