segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

2016: Que a gente sonhe e transforme mais!

Ano para se sentir parte de um projeto maior de educação popular, mais do que de um pré-vestibular. Ano de trocar experiências, debater visões de mundo. Ano de romper com o status quo e valorizar saberes de diferentes realidades. Ano de compreender que a sala de aula é só um entre tantos espaços de transformação. Esse foi 2015 para o Resgate Popular.


Amadurecemos como um espaço de aceitação e diálogo com pessoas de diferentes realidades das classes populares em Porto Alegre. Ouvindo e respeitando as necessidades de cada grupo e de cada aluna e aluno, atuamos além do pré-vestibular, com sede na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS.


Pela primeira vez, nos envolvemos para alfabetizar adultos e adultas na Vila Nova Chocolatão, em parceria com a biblioteca comunitária local da ONG Cirandar. A ideia é apoiar moradores que têm o desejo de aprender a ler e a escrever, cuja realidade está distante da escola. No mesmo lugar, pelo segundo ano, preparamos uma turma para realizar o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA), que serve para receber o certificado de conclusão do Ensino Fundamental.


Ufa, já parecia bastante, mas nossos sonhos coletivos não pararam por aí. Em maio, iniciamos o Curso de Português para Imigrantes, haitianos e senegaleses, em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Porto Alegre (STICC). Mais do que ensinar nosso idioma, queríamos seu empoderamento para que pudessem correr atrás de seus direitos e sonhos no Brasil.


Em 2015, nosso desejo de pintar a UFRGS de povo seguiu firme. O questionamento de que tipo de alunas e alunos queremos na universidade e para que elas e eles estarão lá nos acompanhou. Para formar pessoas que transformam, incentivamos o teatro, a leitura, a voz própria. Pela primeira vez, organizamos a campanha Resgatando Histórias, que arrecadou livros de leituras obrigatórias para o vestibular e os emprestou para os e as estudantes ao longo do ano.


No Sarau Resgatense, alunas e alunos criaram e declamaram suas poesias com amor e revolução. No teatro, as aulas durante o ano resultaram em uma apresentação de Teatro Fórum, em que as e os estudantes eram protagonistas e o público também, participando das cenas. A peça, criada pelas alunas e pelos alunos, fez refletir sobre preconceitos e privilégios. Quem esteve lá riu, chorou e compartilhou relatos de sua história, como é comum acontecer em nossas atividades coletivas.

Que em 2016 a gente sonhe ainda mais, troque mais, compartilhe mais. Que em 2016, a gente siga lutando por um mundo em que caibam todos e continue se sentindo parte da história do Resgate!
Júlia Lewgoy | Núcleo de Comunicação
fotos: Laís Webber

Um comentário:

  1. Olá..Quando começam as aulas em 2016 e como faço para participar?
    Obrigada

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