segunda-feira, 25 de julho de 2016

Dia da Mulher Negra


Nesta segunda-feira (25/7), é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha. Muito mais do que uma data comemorativa, o calendário é um marco internacional da luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero e exploração de classe.


A data foi instituída em 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, realizado na República Dominicana. No Brasil, o dia 25 de julho também é de homenagens à líder quilombola Teresa de Benguela, que por duas décadas, durante o século XVIII, liderou o Quilombo do Piolho, localizado onde atualmente fica a cidade de Cuiabá.

Apesar de corresponder a mais da metade dos brasileiros, a população negra ainda luta para eliminar desigualdades e discriminações, e conquistar maior representatividade na política e demais espaços de poder.

Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas 22 dos 513 deputados federais eleitos em 2014 se auto-declararam negros ao registrarem suas candidaturas. O número representa 4,3% da Câmara Federal.

No Judiciário a situação é ainda pior. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apenas 1,4% dos magistrados brasileiros são negros.
Ao levar-se em consideração os critérios de gênero e a representatividade da mulher negra nestas instituições, fica evidente que o abismo social é ainda maior.

Por estes motivos, cada espaço de poder conquistado pela mulher negra deve ser reconhecido e celebrado como um ato de resistência.

Ao longo dos últimos 14 anos o Resgate Popular contribuiu para que centenas de negras e negros, brancos e pardos, pertencentes à classe trabalhadora, tivessem acesso ao ensino superior.

Neste Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha, nós reafirmamos o compromisso de seguir na luta para que a nossa sociedade seja cada vez mais igualitária e para que todos os gêneros e etnias da população sejam protagonistas de seus destinos.

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